O primeiro passo para fazer o PPCI no Paraná é contratar um engenheiro habilitado no CREA-PR para levantar as características do imóvel (área, ocupação, altura e risco) e definir o enquadramento correto nas NPTs do CBMPR. Sem esse levantamento inicial, não é possível saber quais sistemas de segurança são exigidos, qual tipo de processo protocolar no Prevfogo nem quanto vai custar. Este guia detalha o passo a passo completo para donos de estabelecimentos em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e qualquer município paranaense.
Passo 1: levantamento das informações do imóvel
Antes de qualquer ação junto ao CBMPR, reúna as informações básicas do imóvel. São dados que você já tem ou consegue em minutos, e que o engenheiro vai precisar para fazer o enquadramento correto nas NPTs:
Área construída total (soma de todos os pavimentos): é o parâmetro principal de enquadramento nas NPTs. Inclua garagens, depósitos, mezaninos e qualquer área coberta;
Número de pavimentos ou altura da edificação em metros: edificações acima de 6 m ou com mais de dois pavimentos têm exigências adicionais de escada de segurança e pressurização;
Planta arquitetônica, se houver: aprovada pela prefeitura ou levantamento existente — digitalizada em PDF já basta para uma avaliação preliminar;
Situação atual: se já existe CLCB ou AVCB vencido, notificação do CBMPR em aberto ou se o imóvel nunca passou pelo processo de licenciamento.
Com esses cinco pontos respondidos, um engenheiro com experiência em PPCI consegue dizer em poucas horas se o seu imóvel precisa de processo simplificado (CLCB) ou de projeto completo com vistoria (AVCB), e quais sistemas serão exigidos.
Passo 2: enquadramento nas normas do CBMPR
Com as informações do imóvel em mãos, o engenheiro aplica a NPT 001 do CBMPR para classificar a edificação por ocupação, área, altura e carga de incêndio específica. Essa classificação determina: qual tipo de licenciamento é necessário (CLCB simplificado ou AVCB com vistoria); quais sistemas são obrigatórios (extintores, hidrantes, alarme, sprinklers, iluminação de emergência, sinalização); se há necessidade de brigada conforme NPT 017; e os valores das taxas de análise calculadas com base na área e risco. A seguir, um resumo dos processos usuais por tipo de edificação:
Tipo de edificação
Área aproximada
Processo usual
Prazo estimado de análise
Comércio / escritório de baixo risco
Até 750 m²
CLCB (processo simplificado)
15 a 45 dias
Comércio / escritório de baixo risco
Acima de 750 m²
PPCI + AVCB
45 a 90 dias
Reunião de público (igrejas, academias)
Qualquer área
PPCI + AVCB
60 a 90 dias
Industrial / depósito com risco médio-alto
Qualquer área
PPCI + AVCB
60 a 120 dias
Saúde e ensino
Qualquer área
PPCI + AVCB com vistoria obrigatória
60 a 120 dias
Os prazos acima são estimativas baseadas na experiência da Scalia no CBMPR. Projetos protocolados com a documentação completa e sem exigências técnicas tendem a ser aprovados no limite inferior da faixa.
Passo 3: escolha do profissional responsável
O projeto de prevenção contra incêndio deve ser elaborado por engenheiro civil, mecânico ou de segurança do trabalho, ou por arquiteto, com registro ativo no CREA-PR ou CAU-PR e ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida especificamente para a elaboração do PPCI. Conforme a Lei 16.575/2010, o exercício da atividade sem responsável técnico habilitado é irregularidade que impede a aprovação. Na hora de escolher o profissional, avalie os seguintes pontos:
Experiência específica em PPCI no Paraná — as NPTs do CBMPR-PR diferem das normas de outros estados, e profissionais sem vivência local cometem erros de enquadramento que geram exigências;
Emissão de ART de elaboração e de acompanhamento do projeto até a vistoria — não apenas até o protocolo;
Acompanhamento das exigências do analista do CBMPR, respondendo dentro dos prazos estabelecidos para não perder a prioridade na fila;
Referências de projetos aprovados pelo CBMPR em edificações da mesma classificação de ocupação que a sua.
Passo 4: documentos para reunir antes de protocolar
Planta baixa de cada pavimento em escala adequada, com indicação dos sistemas de segurança (ou levantamento arquitetônico assinado pelo engenheiro, se não houver planta);
Matrícula atualizada do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis — emitida nos últimos 90 dias;
Contrato de locação registrado em cartório (se o requerente for locatário e não o proprietário);
CNPJ do estabelecimento ou CPF do responsável pelo requerimento;
ART do profissional responsável registrada no CREA-PR;
Comprovante de pagamento das taxas do CBMPR, calculadas pelo sistema conforme área e atividade.
Após o protocolo, o CBMPR analisa o projeto. Em projetos de até 750 m² enquadrados no processo simplificado, a análise costuma levar de 15 a 45 dias. Projetos maiores ou de maior complexidade levam de 60 a 120 dias. Durante esse período, o analista pode emitir exigências — pedidos de correção ou complementação do projeto. O engenheiro responde dentro do prazo estabelecido pelo sistema. Após a aprovação, o proprietário executa os sistemas e, em processos que exigem AVCB, aguarda a vistoria presencial do CBMPR.
Erros mais comuns na hora de começar — e como evitá-los
Informar área incorreta: incluir apenas a área do pavimento térreo, esquecendo sobreloja, mezanino ou subsolo. A área total é a soma de todos os pavimentos e determina o enquadramento nas NPTs;
Contratar profissional sem experiência local: engenheiros habilitados em outros estados ou sem vivência nas NPTs do CBMPR-PR geram projetos com erros de classificação que resultam em exigências e retrabalho;
Iniciar obras de instalação antes da aprovação: instalar hidrantes ou alarmes fora das especificações do projeto aprovado obriga à revisão e pode resultar em reprovação na vistoria;
Não considerar exigências estruturais: em alguns casos, o CBMPR exige adequações na edificação (como porta corta-fogo ou escada de emergência) antes de emitir o certificado. Isso tem custo e prazo que precisam entrar no planejamento.
Conteúdo elaborado e revisado por engenheiros com registro ativo no CREA-PR, especializados em projetos de prevenção contra incêndio (PPCI), CLCB e AVCB no Paraná. Todos os artigos seguem as Normas de Procedimento Técnico (NPTs) do CBMPR e a legislação estadual vigente.
O primeiro passo é levantar as informações básicas do imóvel: área construída, altura (número de pavimentos), atividade exercida e se já existe algum projeto de prevenção anterior. Com esses dados, um engenheiro CREA-PR faz o enquadramento nas NPTs do CBMPR e identifica quais sistemas são obrigatórios.
Preciso ter a planta do imóvel para começar o PPCI?
Não necessariamente. Se o proprietário não tiver a planta aprovada pela prefeitura, o engenheiro pode fazer o levantamento arquitetônico do imóvel. A planta original é sempre preferível porque acelera o processo, mas a ausência dela não impede a elaboração do PPCI.
Posso começar o processo pelo CBMPR sem engenheiro?
Não. O CBMPR exige que o projeto seja elaborado e assinado por engenheiro ou arquiteto habilitado, com ART registrada no CREA-PR. O protocolo sem responsabilidade técnica não é aceito.
Quanto custa começar o projeto de prevenção de incêndio?
O custo varia conforme a área, a atividade e a complexidade dos sistemas necessários. A Scalia faz uma análise gratuita do imóvel e apresenta um orçamento detalhado antes de qualquer compromisso financeiro.
O processo de aprovação do PPCI é igual em todas as cidades do Paraná?
O processo segue as NPTs do CBMPR e a Lei Estadual 16.575/2010 em todo o Paraná, mas a análise é feita pelo Grupamento de Bombeiros da região. Em cidades como Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel o volume de protocolo é maior, o que pode influenciar nos prazos. A Scalia atende todo o estado remotamente e conhece as particularidades de cada regional.
Qual a diferença entre PPCI, CLCB e AVCB? Qual eu preciso?
O PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndio) é o projeto técnico. O CLCB (Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros) é o documento emitido para edificações de menor risco, sem necessidade de vistoria presencial. O AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) é exigido em edificações de maior risco e envolve vistoria in loco. Saiba mais em [CLCB, PPCI e AVCB: qual a diferença e qual você precisa](/blog/clcb-ppci-avcb-diferenca-qual-preciso).
O que acontece se eu não regularizar o PPCI?
Sem o CLCB ou AVCB válido, o estabelecimento fica sujeito a autuação, multa e interdição pelo Corpo de Bombeiros ou pela prefeitura. Além disso, seguradoras podem negar cobertura em caso de sinistro e o alvará de funcionamento pode ser cassado. Se você já recebeu uma notificação, veja o que fazer em [Recebi notificação dos Bombeiros: o que fazer](/blog/recebi-notificacao-bombeiros-parana).
Quanto tempo leva para o CBMPR emitir o CLCB após o protocolo?
Para edificações com área de até 750 m² enquadradas no processo simplificado, o CLCB costuma ser emitido em 15 a 45 dias após o protocolo correto, sem exigências. Projetos maiores ou que recebam pedidos de complementação levam de 60 a 120 dias. Manter a documentação completa desde o início é o fator que mais reduz o prazo.
Do diagnóstico da edificação ao Certificado de Licenciamento: entenda cada etapa do PPCI no Corpo de Bombeiros do Paraná e o que pode travar o seu processo.
O projeto de prevenção e combate a incêndio não é opcional: é exigência legal que protege vidas, patrimônio e o próprio negócio. Veja o que está em jogo se o seu imóvel estiver irregular no Paraná.
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