Quem acompanha vistoria do Corpo de Bombeiros percebe um padrão: o que reprova a maioria dos estabelecimentos não é uma falha grave de engenharia, é a soma de descuidos pequenos. Coisas que o responsável pelo imóvel nem enxerga mais de tão acostumado — até o dia da fiscalização. Boa parte dos incêndios, aliás, seria evitada com medidas básicas: projeto adequado, sistemas funcionando e manutenção em dia. Reunimos abaixo os cinco erros que mais aparecem por aqui.
Erro 1: Extintor vencido, na carga errada ou mal posicionado
O extintor é o item mais visível e, ironicamente, um dos que mais reprova. Os problemas se repetem: carga vencida, tipo errado para o risco do ambiente, número insuficiente para a área, ou pendurado em local sem sinalização e sem acesso. De nada adianta ter o extintor se ele não funciona ou se ninguém consegue chegar até ele em segundos. A recarga tem validade, e o dimensionamento (quantos, de que tipo, onde) segue norma — não é "um por andar e pronto".
Erro 2: Iluminação de emergência que não acende
A iluminação de emergência existe para uma coisa: permitir que as pessoas encontrem a saída quando falta energia — que é exatamente o que acontece num incêndio. O erro comum é tratá-la como enfeite. Bateria descarregada, luminária queimada, sistema que nunca foi testado. No dia da vistoria, o agente simplesmente corta a energia e observa. Se não acender, reprovou. Teste periódico resolve — e custa muito menos que uma revistoria.
Erro 3: Sinalização apagada, ausente ou escondida
As placas de rota de fuga, de saída e de localização de equipamentos não são decoração burocrática. Numa emergência, com fumaça e pânico, é a sinalização que orienta quem não conhece o local. Os erros clássicos: placas que desbotaram e ninguém trocou, sinalização coberta por prateleira ou cartaz, ou simplesmente ausência dela em pontos exigidos. É item barato de corrigir e frequente na lista de reprovação.

