O Projeto de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é o documento técnico que define todas as medidas de segurança de uma edificação e precisa ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) antes de o imóvel ser considerado regular. Muita gente confunde o projeto com o certificado, ou acha que basta instalar um extintor. Na prática, o processo tem etapas bem definidas, e pular qualquer uma delas atrasa tudo.
As etapas do PPCI: do diagnóstico ao CLCB
- Diagnóstico da edificação: levantamento da área construída, altura, atividade exercida e classificação de risco conforme a NPT 001 do CBMPR. Essa etapa define quais sistemas de segurança são obrigatórios.
- Elaboração do projeto: o engenheiro CREA-PR (ou arquiteto CAU-PR) prepara as plantas baixas, cortes, memorial descritivo, dimensionamento dos sistemas e emite a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
- Protocolo no CBMPR: o processo é aberto no sistema online do Corpo de Bombeiros, com o pagamento das taxas correspondentes ao porte da edificação.
- Análise técnica: o CBMPR analisa o projeto. Pode haver exigências (pedidos de correção ou complementação), que o engenheiro responde no prazo estipulado.
- Aprovação do projeto: com o projeto aprovado, o proprietário tem a autorização para executar as obras e instalar os sistemas.
- Execução e instalação: os sistemas dimensionados no projeto são instalados: extintores (NPT 023), hidrantes (NPT 022), iluminação de emergência (NPT 018), sinalização (NPT 020), alarme (NPT 019), entre outros.
- Vistoria do CBMPR: os bombeiros inspecionam o imóvel para confirmar que tudo foi executado conforme o projeto aprovado.
- Emissão do CLCB: aprovada a vistoria, o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros é emitido. É esse documento que a prefeitura exige para o alvará de funcionamento.
Quem elabora e assina o projeto PPCI
O projeto precisa ser assinado por engenheiro civil, mecânico ou de segurança do trabalho, ou arquiteto, com ART registrada no CREA-PR ou RRT no CAU-PR. Sem responsabilidade técnica, o CBMPR devolve o processo sem análise. "Despachantes" que vendem projetos sem engenheiro por trás cometem exercício ilegal da profissão e transferem o risco inteiro para o proprietário do imóvel.








