Como referência de mercado no Paraná em 2026, o projeto de prevenção contra incêndio (PPCI/PSCIP) costuma custar a partir de R$ 1.500 a R$ 3.500 para imóveis pequenos (salas comerciais, lojas até ~200 m²), R$ 3.500 a R$ 8.000 para imóveis médios (comércios maiores, escolas, clínicas, galpões de porte moderado) e acima de R$ 10.000 para edificações grandes ou de alto risco (indústrias, depósitos, prédios altos). São faixas indicativas: o valor real depende da área, da ocupação, dos sistemas exigidos e da situação documental do imóvel — por isso, orçamento sério começa com análise técnica, não com preço fechado por telefone.

Tabela de referência de valores (projeto)

Faixas de referência para honorários de projeto de PPCI no Paraná (2026) — valores variam por região e complexidade
Porte do imóvelExemplosFaixa de preço do projeto
Pequeno (até ~200 m²)Sala comercial, loja, consultório, escritórioR$ 1.500 – R$ 3.500
Médio (200 – 750 m²)Mercado, academia, escola, restaurante, clínicaR$ 3.500 – R$ 8.000
Grande (750 – 2.000 m²)Galpão logístico, comércio de grande porte, condomínioR$ 8.000 – R$ 15.000
Especial / alto riscoIndústria, depósito de inflamáveis, edifício alto, hospitalAcima de R$ 15.000 (sob análise)

Esses valores cobrem o serviço de engenharia: levantamento, classificação, dimensionamento, plantas, memoriais, ART e protocolo. Não incluem as taxas estaduais nem a execução física dos sistemas — detalhadas mais abaixo.

O que faz o preço subir (ou descer)

Área construída (m²)

É o fator de maior peso. Mais área significa mais medidas a dimensionar, mais plantas e mais tempo de análise. Em compensação, o custo por m² cai com a escala: um galpão de 2.000 m² não custa 10 vezes o projeto de uma loja de 200 m².

Ocupação e carga de incêndio

Um escritório de baixo risco pede medidas simples. Já escolas, casas de eventos, indústrias e depósitos exigem estudos mais elaborados — saídas de emergência dimensionadas por população, compartimentação, controle de materiais de acabamento. Quanto maior o risco, maior o trabalho de engenharia.

Sistemas exigidos

Se o enquadramento exigir apenas extintores, sinalização e iluminação de emergência, o projeto é enxuto. Quando entram hidrantes, alarme de incêndio e chuveiros automáticos (sprinklers), cada sistema demanda dimensionamento hidráulico ou elétrico próprio — e o honorário acompanha. Explicamos os gatilhos de cada sistema em Quando é exigido projeto de combate a incêndio.

Situação do imóvel e documentação

Imóvel sem planta atualizada exige levantamento arquitetônico completo. Edificações antigas com adaptações irregulares podem demandar regularizações prévias. Processos com exigências antigas em aberto no CBMPR também aumentam o trabalho.

Custo do projeto × custo da execução

Uma confusão comum: o projeto é uma coisa, a execução das medidas é outra. A execução depende do que o projeto aprovado exigir. Valores típicos de mercado para os itens mais comuns:

Custos típicos de execução (referência de mercado, instalação inclusa)
ItemFaixa típica
Extintor de incêndio (unidade)R$ 150 – R$ 500
Bloco de iluminação de emergênciaR$ 80 – R$ 250
Placa de sinalização fotoluminescenteR$ 15 – R$ 60
Central + acionadores de alarme (sistema básico)R$ 2.000 – R$ 8.000
Sistema de hidrantes (reserva, bomba e rede)R$ 15.000 – R$ 60.000+
Chuveiros automáticos (sprinklers)R$ 60 – R$ 120 por m² protegido

O barato que sai caro

Projetos com preço muito abaixo do mercado costumam cobrar depois — em exigências não atendidas, retrabalho, sistemas superdimensionados (que encarecem a execução) ou processos parados. Um projeto bem feito otimiza a execução: dimensionar corretamente evita comprar equipamento desnecessário, e um processo conduzido sem erros evita meses de atraso no alvará. Em Londrina, Maringá, Cascavel ou Curitiba, a lógica é a mesma: o custo total = projeto + execução + taxas + tempo parado sem alvará.